Já podemos consultar e requisitar na nossa Biblioteca o livro "Em busca da aldeia submersa" de Valentina Sousa, gentilmente oferecido pelo Museu da Luz, um livro infantil com uma temática que nos é muito familiar, a construção da Barragem do Alqueva e o desaparecimento da Aldeia da Luz antiga. Os nossos agradecimentos ao Museu da Luz pela oferta.
segunda-feira, 2 de outubro de 2023
quarta-feira, 12 de abril de 2023
"Poeta" de Alice Neto de Sousa
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Leituras dialogadas MIBE
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Susana Pedro da Sociedade do Bem na Biblioteca Escolar de Mourão
quinta-feira, 5 de maio de 2022
5 de MAIO - Dia da Língua Portuguesa
"Fale português, escreva português, comunique em português. Habitue-se a ouvir todos aqueles que falam, que escrevem e criam em português, porque esse é verdadeiramente o futuro da nossa língua comum”, apelou Santos Silva no Dia da Língua Portuguesa.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
Baús da leitura
quarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Canção "O floco de neve"
Floco de neve
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Aprender divertindo-se
Neste momento temos a representação da Comissão Europeia em Portugal e devemos estar bem informados sobre os países que a compõem, capitais, bandeiras, representantes políticos e sociais, entre tantas outras coisas.
Clique aqui e terá acesso a muitos jogos e passatempos para vários níveis de aprendizagem e idades.
sexta-feira, 26 de março de 2021
História infanto-juvenil
sexta-feira, 19 de março de 2021
Para o Dia do Pai
Existem pais generosos e inspiradores, outros aparentemente
mais frios e esforçados, uns demonstram muito afeto, outros não, mas todos
procuram o melhor para os seus filhos, apenas cada um o demonstra à sua maneira
e, seguramente, cada um é pai o melhor que sabe. Neste famoso livro de Carlo
Collodi, o pai Geppetto, um pai não biológico, que queria tanto ter um filho,
decidiu criar um a partir de um pedaço mágico de madeira. E, mesmo quando
Pinóquio lhe começava a causar problemas com as suas diabruras, Geppetto não
desiste dele e procurou dar-lhe a melhor educação possível. Descubra a
emocionante história do Pinóquio na original e moderna edição ilustrada da
coleção Fabulas Recortadas. Adaptado de Estante FNAC
A ovelhinha que veio para o jantar
quarta-feira, 3 de março de 2021
Poesia "Paisagem" de Louise Glück
Numa entrevista em 2009, Louise Gluck afirmava que um poema "é uma comunicação entre uma boca e uma orelha, não literalmente, mas de uma mente que envia uma mensagem e uma mente que a recebe". "Para mim, a experiência oral de um poema é transmitida visualmente. Eu oiço com os meus olhos e não gosto de ler e ser lida em voz alta (exceto em raras ocasiões)", afirmou.
in JN
O Observador reproduz o poema "Paisagem" na sua tradução para português:
Nos fins do outono uma rapariga deitou fogo
a um trigal. O outono
fora muito seco; o campo
ardeu como palha.
Depois não sobrou nada.
Se o atravessávamos, não víamos nada.
Nada havia para colher, para cheirar.
Os cavalos não compreendem –
Onde está o campo, parecem dizer.
Como tu ou eu a perguntar
onde está a nossa casa.
Ninguém sabe responder-lhes.
Não sobra nada;
resta-nos esperar, a bem do lavrador,
que o seguro pague.
É como perder um ano de vida.
Em que perderias um ano da tua vida?
Mais tarde regressas ao velho lugar –
só restam cinzas: negrume e vazio.
Pensas: como pude viver aqui?
Mas na altura era diferente,
mesmo no último verão. A terra agia
como se nada de mal pudesse acontecer-lhe.
Um único fósforo foi quanto bastou.
Mas no momento certo – teve de ser no momento certo.
O campo crestado, seco –
a morte já a postos
por assim dizer.
(Terceira parte do poema Paisagem, que
integra o livro Averno, 2006. Tradução de Rui Pires Cabral, publicada
em 2009 no n.º 12 da revista Telhados de Vidro, editada pela
Averno)
segunda-feira, 1 de março de 2021
Poesia de Nobel da Literatura Louise Glück
O Observador reproduz o seguinte poema na sua tradução para português:
"O Poder de Circe
Nunca transformei ninguém em porco.
Algumas pessoas são porcos; faço-os
parecerem-se a porcos.
Estou farta do vosso mundo
que permite que o exterior disfarce o interior.
Os teus homens não eram maus;
uma vida indisciplinada
fez-lhes isso. Como porcos,
sob o meu cuidado
e das minhas ajudantes,
tornaram-se mais dóceis.
Depois reverti o encanto,
mostrando-te a minha boa vontade
e o meu poder. Eu vi
que poderíamos ser aqui felizes,
como o são os homens e as mulheres
de exigências simples. Ao mesmo tempo,
previ a tua partida,
os teus homens, com a minha ajuda, sujeitando
o mar ruidoso e sobressaltado. Pensas
que algumas lágrimas me perturbam? Meu amigo,
toda a feiticeira tem
um coração pragmático; ninguém
vê o essencial que não possa
enfrentar os limites. Se apenas te quisesse ter
podia ter-te aprisionado."
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
Livro “Uma Aventura no Carnaval” de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
«Embora soubesse que ninguém a ouviria, ainda tentou pedir ajuda. — Socorro! Mas uma pancada na nuca fê-la perder os sentidos. Só bastante tempo depois recuperou a consciência. Primeiro abriu os olhos e não viu nada. Estava escuro como breu! Quis mexer-se mas o corpo não lhe obedecia. Enregelada até aos ossos, tinha os pés dormentes e uma dor de cabeça horrível. — Luísa! — chamou baixinho. — Hum... Ao seu lado, um vulto movia-se com evidente dificuldade. — Luísa! És tu? — Hã... Sim... onde é que estamos? — Não sei. Tremendo como varas verdes, as gémeas aproximaram-se uma da outra de gatas. E só nessa altura se deram contam do cheiro esquisito e intenso que empestava o ar. — Cheira a estrume! Bá! Que enjoo! — Deitaram-nos num monte de palha! — Que diabo será isto? Um celeiro? — Parece-me mais uma vacaria! Um mugido veio confirmar o que Teresa dissera. "Mûû!" — Vês... — Schut! Cala-te! Vem aí alguém.»
(in Uma Aventura no Carnaval, p. 64)
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
"Ali Babá e os quarenta ladrões"
As aulas de Português, não presenciais, da professora Maria José Moniz estão repletas de encanto com a leitura do conto "Ali Babá e os quarenta ladrões", um dos contos mais famosos de "As Mil e Uma Noites", que conta a história de um rei que decide casar todos os dias com uma nova mulher e matá-la no dia seguinte. Para entreter o rei e, evitar que este mate uma delas, começa a contar-lhe histórias, que interrompe sempre ao amanhecer. Ansioso para ouvir o final, o rei decide poupar Xerazade. Na próxima semana, após o confinamento, procure o livro na BE e delicie-se com este, e muitos outros contos, inseridos na obra “As Mil e Uma Noites".
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021
Biblioteca Digital Mundial
“O inverno” – poema de Eugénio de Andrade
Velho, velho, velho
Chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
Vem de cachecol,
O chão onde passa
Parece um lençol.
Esqueceu as luvas
Perto do fogão:
Quando as procurou,
Roubara-as um cão.
Com medo do frio
Encosta-se a nós:
Dai-lhe café quente
Senão perde a voz.
Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.
Eugénio de Andrade (1923 –2005) in Aquela nuvem e outras (fonte)








